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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Jogo de pé

___Apresentar uma boa coreografia leva apenas alguns minutos. Entretanto, aqueles minutinhos, para que pudessem acontecer, consumiram meses de trabalho dos dançarinos entre pesquisa, escolha da música, montagem da coreografia e infindáveis e repetitivos treinos. Para quem assiste a apresentação, só há o deleite.
___Só que, mesmo com muito cuidado e treino, algo pode dar errado e colocar tudo a perder. No meio da coreografia, o som pode falhar, a cortina pode descer fora de hora, o lustre pode cair no público ou o tênis de um dos dançarinos pode desamarrar.


Gastón Fernández - tênis desamarrado


___Foi o que aconteceu no mais importante evento de lindy hop do país neste ano. No meio da apresentação de Gastón Fernández e Tina Rizza, o tênis do Gas desamarrou. Deem uma olhada na coreografia toda (o cadarço começa a ficar solto por volta de 1’50”):



___Do mesmo jeito que um detalhe como um cadarço desamarrado pode desconcentrar, levar o dançarino ao chão, em suma pode estragar uma coreografia, a presença de espírito de contornar o problema só faz o espetáculo ser mais espetacular.


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P.S.: Para quem se interessa por lindy hop, é bom lembrar: Gastón e Tina são os organizadores do mais importante festival de swing da América Latina, o LHAIF* – que vai acontecer daqui a pouco, entre 5 e 8 de janeiro de 2012, em Buenos Aires. Mais informações aqui.


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* Lindy Hop Argentina Internacional Festival.

Nota: Texto publicado originalmente no blog Incautos do Ontem.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Super Mario Lindy

___Tudo o que eu não sou obrigado a fazer, eu faço porque gosto, porque me divirto. É exatamente por isso que, quando vou dançar, corro sempre para os estilos mais divertidos. O caso mais característico é o lindy hop.
___Cheio de firulas, pulos e graças, o lindy costuma permitir uma liberdade muito grande aos dançarinos, fazendo da dança um território fértil para brincadeiras. Não é à toa que, em um campeonato importante como o Camp Hollywood, Morgan Day e Emily Wigger, um casal de dançarinos, pôde apresentar, sem nenhuma restrição, uma coreografia vestidos de Mario e Luigi.



___Para quem gosta de games e brincou com os Irmãos Mario, é bem fácil perceber as referências aos jogos e suas inserções na música. O interessante é que, mesmo acrescentando movimentos próprios do videogame, a coreografia manteve as movimentações clássicas do lindy hop.
___Para um público acostumado com as brincadeiras do lindy, mesmo sem uma qualidade técnica impecável, a diversão proporcionada pela apresentação justifica completamente a reação das pessoas* – que aplaudiram mais o Morgan e a Emily do que os primeiros colocados.


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P.S.: Quem quiser ver uma coreografia de lindy, toda brincada, feita aqui no Brasil, pode dar uma olhada no passeio de trem de Felipe e Ellen Trizzi.



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* Sei que em um dos meus últimos textos sobre dança eu critiquei as reações exageradas do público – que acabam impedindo que se escute direito a música e, portanto, que se aprecie completamente a dança. No entanto, o inusitado da coreografia realmente justificou a agitação.

Nota: Texto publicado originalmente no blog Incautos do Ontem.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Aplauda com moderação

___Texto que publiquei, ontem, no meu blog. Como eu acabo falando de swing no final, creio que cabe aqui. Segue abaixo.

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___Imaginem como deve ser horrível terminar uma peça e ninguém aplaudir. Ou uma palestra sendo concluída sem nem um simples bater de palmas. Horrível, não? Dificilmente palestrantes ou atores não sairiam arrasados do lugar. Porém, admitam, por mais chata que seja a situação, ela é minimamente plausível.
___Agora, como um simples exercício, vamos inverter a situação. Concebam o absurdo que seria se, durante toda a palestra, o público resolvesse aplaudir descontroladamente. O pobre professor se matando para tentar explicar o complicadíssimo conceito de como é possível interpretar o Mito da Caverna sob um viés foucaultiano e as pessoas batendo palmas e berrando sem parar. Nem o palestrante conseguiria ouvir a própria voz, imaginem o resto da platéia.
___O mesmo para o teatro. Primeira Cena, do Terceiro Ato, de Hamlet. Por um lado do palco saem o Rei e Polônio; do outro, entra Hamlet. Como os aplausos ainda estão fortes pela saída dos outros dois atores, aquele que interpreta Hamlet espera um pouco antes de começar seu famoso monólogo. Assim que finalmente o silêncio se instaura, ele começa:

Ser ou não ser... Eis aUUUUUUUURRRRUUULLLL! Clap, clap, clap... É isso aí, Hamlet!... e dar-lhes fim tentando resistir-lhes? Morrer... dormir... mais nadCLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP!...lução para almejar-se. Morrer.., dormir... dormir... Talvez sonhar... É aí que bate o ponto. O não SabFIIIIIIIIIIIIIIUUUUUUUU! Tá mandando muito, ô birutinha!... faz covardes a consciência. Desta arte o natural frescor de nossa resoluçãoClap, clap... GATÃÃÃÃO! Clap, clap...... reflexões, e até o nome de ação perdem. Mas, silêncio! Aí vem vindo a bela Ofélia. EmGOSTOSAAAA! Clap, clap, clap... Quebra tudo, Ofélia! Se joga!

___Bruta falta de respeito, não? Ao fim da peça, não vai dar para saber nem se tinha algo fora da validade no Reino da Dinamarca.
___“Ah, Mauricio, mas é uma homenagem a quem está lá na frente.”. Homenagem maior seria prestar atenção e, depois, aplaudir – respondo eu. “Ah, Mauricio, ninguém faz isso em uma peça ou palestra.”. Fazem sim (não de maneira tão exagerada) e eu sempre acho desrespeitoso. “Ah, Mauricio, palestrantes e atores têm como contornar isso. É só esperar que o público pára e aí o cara continua a fala.”. Minha grande questão é: e se eles não puderem esperar?

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___Na dança de salão existe o péssimo costume de se assistir coreografias como se as pessoas estivessem em um jogo de futebol. Aplausos e gritos são ouvidos o tempo todo. Só falta alguém desenrolar uma bandeira. Em uma partida, entretanto, a visão resolve.
___Ao dançar – é sempre bom lembrar –, os dançarinos estão interpretando uma música. Uma música contínua, que não pára e espera os aplausos, que começaram no meio dela, pararem. Abafar o som da música com barulhos ensandecidos só destrói parte da beleza do que está sendo feito. Uma dança não é composta só de movimentos ao léu.
___Olhem uma coreografia de samba de gafieira com Jimmy de Oliveira, Suellen Violante, Leo Fortes e Robertinha.

___A coreografia foi toda montadinha, cheia de brincadeiras com a música. Movimentos clássicos de samba foram cuidadosamente escolhidos para se encaixarem com o que estava sendo tocado. Porém, infelizmente, muito se perde. Toda a gritaria do público acaba abafando a música e impedindo que se perceba grande parte do que foi trabalhado pelos dançarinos.
___Os aplausos, gritos e afins estimulam quem está dançando? Claro. Só que um coreógrafo obviamente não fica nada estimulado em trabalhar com cada detalhe de uma música se sabe que ninguém vai conseguir ouvi-la. Estímulo maior – para dançarinos e coreógrafos – seria prestar atenção ao que está sendo mostrado, entender a coreografia e, então, quando a apresentação terminar, aplaudir até as mãos sangrarem.
___Discordam de mim? Acham que eu sou um chato idiota por escrever isso? Se quiserem, agora, é só encher os comentários de vaias. Entretanto, fico satisfeito por imaginar que vocês leram o texto até o fim – e em silêncio.

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P.S.: Aproveitando o assunto, mostro mais um vídeo. Agora de West Coast Swing.

___Eu vi essa coreografia antes que ela fosse mostrada para o grande público. Toda redondinha, cheia de firulas fundidas com a música, mas que se perdem por conta da gritaria. Só para dar um exemplo rápido, revejam o começo: o Edson Modesto e a Cintia Fiaschi não só mexem as pernas em perfeita comunhão, eles o fazem em uníssono com a música (17”) –; só que apenas é possível perceber isso no vídeo quando o footwork já está no meio (24”). É uma pena, originalmente era um belo efeito.

P.P.S.: Já que eu falei de West Coast Swing, da Cintia Fiaschi e do Edson Modesto, vale citar que hoje começou o congresso de dança que eles estão organizando, o West em Sampa. Vai até dia 25 de junho. Mais informações aqui.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

The California Rolls

Os One2Swing Jitterbugs, mais conhecidos como The California Rolls, são uma das melhores equipes de swing da atualidade. Ano passado, vale dizer, faturaram a Teams Division do US Open.
A coreografia que lhes valeu o título vai logo abaixo. Deem uma olhada, até quem não entende de dança deve conseguir perceber a inventividade e a musicalidade, com o grupo todo interagindo às nuances da música. Entretanto, o que me deixa pessoalmente maravilhado com essa coreografia, são as diversas figuras que a equipe consegue montar – principalmente se for possível assistir bem do meio da platéia. Confiram.



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P.S.: Para quem gostou muito e/ou se interessa pelo assunto, a secção de vídeos do site do The California Rolls mostra as coreografias dos anos anteriores. É bem legal ver a evolução do grupo.

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Publicado originalmente no blog Incautos do Ontem.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sampa Dança 2010

Olá pessoal!

Neste feriado passado (03 a 06 junho) aconteceu o Sampa Dança em São Paulo. Mais uma vez eu trabalhei como coordenador de área, sendo o responsável, claro pelo Swing.
Neste ano, a grade de aulas de swing foi bem maior que o ano passado, e contamos com as presençãs ilustres de:
1. Nathalie Gomes (FRA/EUA) & Yuval Hod (ISR/EUA) - Lindy Hop
2. Ronnie Debenedetta (EUA) & Beverly Duran (EUA) - East e West Coast Swing
3. Myles Munroe (CAN) & Tessa Cunnighamm (CAN) - West Coast Swing

Além de bailes, coreografias e performances e muita descontração com estes dançarinos. Quem não pode ir, espero que não perca no ano que vem.

A partir da esquerda: Tan Hynth, Roger Ferreira, Ronnie Debenedetta, Kiko Fernandes, Rodrigo  Lopes e Myles Munroe.

A todos que me ajudaram neste trabalho (principalmente meus amigos mais presentes - foram muitos os pepinos!), meu muito obrigado.

A partir da esquerda: Yuval Hod, Tessa Cunnighmm, Ronnie Debenedetta, Beverly Duran, Susana Nagae, Charlene Nagae, Kiko Fernandes e Myles Munroe.

Eu não teria conseguido realizar tudo sem vocês.



Myles e Tessa em improviso durante prática de encerramento.

Fique muito feliz também com a presença dos profissionais de swing dance, parceiros e amigos que ensinam e/ou divulgam aqui no Brasil (Guilherme Abilhôa, Diego Borges, Santi, Rhiverson J., Tan Hynth e outros). É sempre importante estarmos juntos para a comunidade brasileira de swing dance crescer!

Abraços.

sábado, 13 de março de 2010

Fortaleza - Mario Robau Jr (imperdível)

Workshop de West Coast Swing com Mario Robau Jr
22, 23 e 24/mar - Iniciante, das 19h as 20h

22 e 23/mar - Intermediário, das 20h as 21h30min

24/mar - Avançado, das 20h as 22h


Para maiores informações entre em contato com Diego Borges: diegoborgeswcs@gmail.com
ou pelo telefone (085) 8815-9060

Click para ver o site de Mario Robau Jr

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

7° Dançando a Bordo - West Coast Swing

Pela primeira vez o West Coast Swing entrou na programação do Dançando a Bordo e foi o MAIOR SUCESSO. Nesta Sétima Edição, Bianca Gonzalez e Rogério Mendonza ministraram as aulas para mais de 200 alunos. Confira a apresentação no video a seguir:

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Video - LHAIF 2010 - Brazilians' Lindy Hoppers

É o Brasil agitando o Congresso Internacional de Lindy Hop da Argentina.

Video: LHAIF 2010 - Brazilians' Lindy Hopppers

Rio de Janeiro - "Se a Moda Pega" (video)

É a galera do Lindy Hop agitando o Rio de Janeiro. Dale Swing!

Hoje a galera do Lindy Hop Rio marcará presença no Show do Canastra.

Local: Estrela da Lapa
Endereço: Av. Men de Sá 69
Promoção: das 21h as 22h - R$5.00
Após as 22h - R$20,00


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Improviso de West Coast Swing - Kiko e Priscilla - Cia Terra - Aula no Rio de Janeiro - nov 2009

Aula de West Coast Swing no Rio de Janeiro, conduzida pelos professores Priscila e Kiko da Cia Terra de São Paulo, no dia 14 e 15 de novembro de 2009, no Espaço Improviso do Prof. Mauro Lima.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Kiko Fernandes e Priscilla Ferreira conquistam 2º lugar em competição no Boogie by the Bay 2009

Kiko Fernandes e Priscilla Ferreira, ambos professores da Cia Terra, participaram de duas competições durante o Boogie by the Bay 2009, realizado em São Francisco, CA, EUA. Eles competiram na categoria Strictly Swing, onde os pares de dança são fixos mas as músicas são sorteadas aleatoreamente, e na categoria Jack & Jill, onde tanto pares de dança quanto músicas são sorteados na hora.

Dançando juntos eles conseguiram o 2º lugar na categoria Strictly Swing, e em separado Kiko Fernandes ficou com o 3º lugar e Priscilla Ferreira com o 5º lugar na categoria Jack & Jill. Ambos trouxeram para casa 3 troféus além de cheques para os ganhadores.

É uma conquista inédita para o Brasil pois foi a primeira vez que brasileiros participam e competem em um congresso de Swing Dance registrado na NASDE (National Association of Swing Dance Events). Agora ambos também passam a acumular pontos no rank anual de dançarinos regulamentado pela AANCE (Americas Amateur Novice Championship Events).

Temos abaixo dois vídeos. O primeiro mostra eles dançando durante uma das baterias de músicas das semifinais do Strictly Swing. O segundo mostra o momento em que eles são anunciados como 2º lugar da categoria, durante a noite de premiação dos ganhadores.

 



É isso aí. Agora americanos já sabem que aqui também se dança West Coast Swing.
Dá-lhe Brasil!